Projeto

Saminina - Estou com elas

Você sabia que o futebol feminino era proibido no Brasil? Bom, ao menos é o que diz um decreto de 1941 que só foi revogado no ano de 1979.

Apesar de muita coisa ter mudado (pra melhor) nesse período, muitas desigualdades permanecem intactas. Uma das questões que podemos apontar, é claro, a salarial. Em geral, as mulheres ganham em média 32% menos que os homens para desempenhar a mesma função segundo dados do Fórum Econômico Mundial. Entre os salários: a melhor jogadora do mundo em 2018 e mais bem paga do futebol feminino, Ada Hegerberg, ganha 208 vezes menos que o jogador Messi – o mais bem pago do futebol masculino.

Outra questão que ilustra o quanto a sociedade trata as mulheres de forma diferente é que a seleção feminina foi heptacampeã da Copa América e quase ninguém soube. Além disso, a jogadora Marta ultrapassou Pelé na artilharia da Seleção Brasileira e houve pouquíssima divulgação. 

Acreditamos que ampliar a visibilidade das mulheres nessas áreas é parte da solução. Por isso, como uma empresa majoritariamente feminina, a Saminina tomou a iniciativa de criar uma campanha de incentivo ao futebol feminino, para incentivar a população a torcer pela seleção.

Foi com esse intuito que nasceu a hashtag #EstouComElas, uma campanha majoritariamente digital que engajou uma série de personalidades das mais diversas áreas, desde cantores e artistas locais, até as próprias jogadoras da seleção, que mandaram vídeos de apoio a campanha e geraram um grande buzz nas redes.

Apesar da derrota pra França e da desclassificação, tudo indica que o futebol feminino no Brasil recebeu o maior impulso de sua história. 

Os recordes de audiência da primeira vez que a seleção brasileira de mulheres teve seus jogos exibidos na TV aberta mostra que o que falta não é interesse do público, mas investimento na modalidade. No que depender de nós, nossa seleção vai longe. ;)